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naluzdalua



Sábado, 03.01.15

3. A Lua em Gémeos

Fui eu que o disse: A Lua não espera por ninguém, e nas últimas horas tenho estado a saborear o meu próprio veneno, presa entre a preguiça pós-festejos-de-natal-&-fim- de-ano duma tarde fria de sábado e as minhas próprias exigências de publicar este post hoje, porque na 2ª feira a Lua já vai entrar em Caranguejo.

Gémeos é o primeiro signo de Ar. O seu arquétipo regente e destes dias da Lua em Gémeos é Mercúrio, deus das pequenas viagens, dos intercâmbios e do comércio em geral. E também da actividade mental, sobretudo a do hemisfério direito do cérebro, lógica e analítica.

A energia que predomina é, pois, a mental, o que pode implicar algum desconforto, porque já não sentimos as emoções fortes do Fogo, nem a acalmia sólida da Terra, nem sequer os sentimentos mais ou menos "sentimentais" da Água. Em vez disso, ficamos mais distantes de nós próprios, como que desligados, e é aí que as palavras e a comunicação entram em acção, para ligar o que se encontra separado: nós e nós próprios, nós e os outros. O que leva, por vezes, ao extremo de perdermos estes dias, ou muitas horas destes dias, imersos em tagarelice. E não só a exterior, mas também (e se calhar sobretudo, para nós, pós-modernos neuróticos) a tagarelice interna. São os dias privilegiados dos diálogos internos, em que nos envolvemos em debates com o nosso "gémeo oculto" - o nosso próprio duplo, que costumamos não aceitar em nós e vemos projetado nos outros, dando origem à irritação, ao julgamento e à crítica. Donde que também é aconselhável parar e praticar alguma meditação (por muito que não nos apeteça), no sentido de pacificar os nossos "gémeos" mais ou menos desavindos e de acalmar as eventuais torrentes de energia mental.

Hoje mesmo tive provas disto: vi-me forçada a suportar, logo pela manhã, dois grupos de adolescentes (enfim, já não tão adolescentes como isso) extremamente barulhentos, um no café e outro no autocarro, e tive de me conter para não reagir, o que, confesso, me custou bastante. No entanto, costumo considerar-me "tranquila", "calma", e sobretudo não-racista, o que naquelas ocasiões andou muito longe da verdade! Com Gémeos, o melhor é questionar mesmo tudo.

Mas são também os dias dos escritores e das aves, os mensageiros da Terra e do Céu, respectivamente. É muito engraçado, porque ontem e hoje vieram uns pardalitos para junto dos meus pés quando eu estava na esplanada (país abençoado este, em que podemos estar na esplanada em Janeiro quando não chove!). E hoje ainda vou aproveitar o resto da tarde para começar a ler um dos dois últimos livros que comprei - 2 clássicos que não li na juventude e que vou ler agora por causa do meu adorado Curso de Escrita de Romance. E estou muito contente porque - bingo! -

- apesar da preguiça, das discussões internas e de toda a instabilidade, acabei por fazer todo o trabalho de casa para a Lua no signo de Gémeos, o que, com a Lua num signo de Ar e "aérea" - mas mais para o uraniano - como eu sou, não é tarefa fácil.

 

Na segunda feira vamos ter a lua cheia no domicílio natural da Lua, em Caranguejo, signo de Água - pelo que vou estar no meu elemento natural, a falar do coração e dos sentimentos.

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por leitor ideal às 20:09



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